Deixo a tudo
Pra que noite ou dia não fizessem diferença.

Tenho estes dedos
E a qualquer hora tudo só depende dos meus...

Culhões Infláveis e soprados ao vento.
Não me faça passar pelo asfalto de agulhas

Se levar
Leve gota a gota
Por que o pouco não me faz falta.




Encravo-lhe a soberba
Quero-te sob a culpa
Me culpas sobre a escolha
Tenho-te sob o tapete

Entrego-te ao assoalho
Conclui-se no ultimo trago
Sopra-te arrependimento
Espalho-te no ar

Desço as escadas
Avisto o asfalto
Nenhum calor enquanto noite

Tenho-te enquanto nada me resta
Nada preciso, nada possuo

Tenho-te sob o assoalho
Nunca me deixas nestes sussurros.

.





És o degrau em falso
És a cera a me queimar o dedo
És a pista deste crime
És o sangue que escorre a revelar

És tudo que temo
És tudo que sinto
És tudo que morreria para não descobrir

És tudo que vejo quando olho ao espelho
És a mim próprio, em carne, osso e culpa.



Quisera eu voltar

Pra antes de uma gota cair
Mas eu confesso, no fundo, quisera eu fosse pra ti.

Ja nao reconheço-te mais
Sem saber o que seria pior
Lembrar de tudo, como foi, enquanto foi
Ou tudo, como era, e o que se tornou.

Dó é tudo em que consigo pensar.
Portanto, nao me perguntes, se de mim ou de ti.
Ela vem e esfaqueia meu crânio; Soa como uma grande dívida.
As vezes parece mortal, mas eu sei que vai passar
Ao menos espero que tudo o que dizem nos becos e tavernas seja real.

De toda essas tristezas que esborram quando abres a boca
Cada uma mata cada parte das coisas bonitas que nos ocorreram
Das quais provavelmente, só foram devaneios meus.

Nao sei se posso culpa-la
Pois no fundo eu sei o quanto eu estava à frente das suas mentiras
E vê-las ou não, sempre é uma tafera árdua
Mas sabes, o fraco sempre escolhe permanecer no seu inconsequente gozo
Mesmo ciente de que nao és eterno.