Encravo-lhe a soberba
Quero-te sob a culpa
Me culpas sobre a escolha
Tenho-te sob o tapete

Entrego-te ao assoalho
Conclui-se no ultimo trago
Sopra-te arrependimento
Espalho-te no ar

Desço as escadas
Avisto o asfalto
Nenhum calor enquanto noite

Tenho-te enquanto nada me resta
Nada preciso, nada possuo

Tenho-te sob o assoalho
Nunca me deixas nestes sussurros.

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És o degrau em falso
És a cera a me queimar o dedo
És a pista deste crime
És o sangue que escorre a revelar

És tudo que temo
És tudo que sinto
És tudo que morreria para não descobrir

És tudo que vejo quando olho ao espelho
És a mim próprio, em carne, osso e culpa.